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Mina sina, meu velho. Minha parte, sempre.

O passado volta a tona. Voltar aos subterfúgios antigos querendo fugir de um presente que nem firmado está. Porque sabemos que existe um amanha, então porque não esperar por ele? Ô dor que vem por sonhos, travando uma batalha de anos com meu interior Um gesto de aflição que pode mudar todo um rumo. Mas não o faço. Não tenho tal audácia e " culhões ", e isso é uma coisa boa, principalmente para a saúde mental. Borbulho , estouro , ânsia de vomito. Tudo se mistura, me separando. Porque meu coração bate, minhas mãos suam, minha raiva aflora. Dê aulas a minha consciência . Beije seu ego. Tentemos acreditar que a vida segue, porque tal mentira já se apossou de mim. ----------------------------------------------------------------- (PS: não, não sofro de amores, estou ó tima nesse quesito )

Meu. Seu.

Polpa. Na vida se tira a casca. Lampejo de ideias mal formuladas aumentam as sementes. Mas o que quero dizer? O que queremos fazer? Na vida da-se um jeito... já dizia os sábios que limparam nossa sujeira! Toda a esperteza vem dos simples. Pra que me serve um Aurélio se o João-sem-braço sorri diferente? A fumaça se esvai em desejo.. entra pelo seu pulmão e te destroi , por um simples tesão e gesto. Ou seria um gesto de tesão? Os olhos se cruzam, os sorrisos se trocam.. a língua anseia a outra. Sim! Línguas sedentas de cuspe, essa é a verdade! O que é sobre-humano, vira-se gozo... Retornai aos braços de quem nunca te abraçou. Beijai os seios nus que nunca afagou. Rezai pela alma que nunca te pertencerá, pois agora, ocupada está.

Saturação

Renda-se ao tumulto, disseram no meu ouvido. Penso nos todos que sofreram com as escolhas feitas. Sempre ouço um cala boca dos ferozes anjos da guarda. Mas optemos pelo erro! Sim, optemos pelo erro... Quem nunca gostou de errar que atire a primeira pedra! Eu gosto do desgosto. Eu penso na nada sóbria verdade que tentam se aplicar, e rio das desgraças que buscamos para nos atrapalhar. Me joguei ao tumulto, e agora os tantos tentam me segurar.

Prole

Querendo a vida sem cor, tudo parece fosco. Olhos nus visualizam o futuro de nossos grupos perseguidos em arsénio . Longevidade é obsoleta quando sugam-lhe sonhos em suas correntes sãs. Viva a perda. Lute pelos resmungos dos mouros. Sinto o aqui que se faz presente nos nossos olhos encharcados de magoas.