Perdi a mão. O jeito da coisa. E em uma folha em branco tento pegar a inspiração. E só vem o antigo, aquele velho anseio do imediato. E bem aqui estou.. esperando nada, e sem nenhuma inspiração.
Rasgam-se a roupa que fingiu ser sua coberta. Aberta agora num caminho que não lhe cabe, Segue a antiga criança que brinca seus jogos já entregues ao marasmo. Tira-se o afago que a consumia, E segue inquieta na vida desconhecida. Se dissipando dos rostos vazios em fronte, Reza pela a sorte que a vinde. Nada se segue no movimento inerte. E de sombras e partes vai se juntando em um monte, clamando a caridade dos fortes.
O sonho traz a esperança eterna, da união sincera do beijo ardente, totalmente inconsequente da mão aconchegante, que chega em poucos instantes do riso, do olhar, do rosto, do nervoso... Corpos entrelaçados, gemidos de prazer, a escuridão nos consome e o dia nos faz nascer. Com um beijo te desperto, em seus peitos me encosto, na quentura do momento, nossas pernas se enroscam. Com a água corrida vai-se o velho amor e como a fênix renasce outro, limpo, com um novo, e total ardor.
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