segunda-feira, 9 de julho de 2012

Lembro-me bem


Minha esperança prevalece ao pé do ouvido e nas memórias frutíferas que desciam em palavras fulminantes.
Beije-me como nunca que em retribuição dou-lhe a felicidade eterna.
Recebe minha prata em uma bandeja de coração, pois perto de você meu nexo vira desconexo.
Toque minha vida através da alma, pois só você me faz sentir o inexplicável atrito de céu e inferno sem que queira qualquer purificação.
Sou a aldeã presa no clero. O rato fugido do gato. O tolo em terra de doce.
Sou a criança que nunca degustou o sabor da verdade. O sorriso da dúvida, da pegadinha do "o que é, o que é". A amargurada e desajeitada que implora atenção.
No meio de tantas luzes, o fosco é o que me ilumina.
Não digo que sinto saudades, mas sinto o cheio que ocupou dentro do vociferante ser que se formou em mim.

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