Perdi a mão. O jeito da coisa. E em uma folha em branco tento pegar a inspiração. E só vem o antigo, aquele velho anseio do imediato. E bem aqui estou.. esperando nada, e sem nenhuma inspiração.
Rasgam-se a roupa que fingiu ser sua coberta. Aberta agora num caminho que não lhe cabe, Segue a antiga criança que brinca seus jogos já entregues ao marasmo. Tira-se o afago que a consumia, E segue inquieta na vida desconhecida. Se dissipando dos rostos vazios em fronte, Reza pela a sorte que a vinde. Nada se segue no movimento inerte. E de sombras e partes vai se juntando em um monte, clamando a caridade dos fortes.
Minha esperança prevalece ao pé do ouvido e nas memórias frutíferas que desciam em palavras fulminantes. Beije-me como nunca que em retribuição dou-lhe a felicidade eterna. Recebe minha prata em uma bandeja de coração, pois perto de você meu nexo vira desconexo. Toque minha vida através da alma, pois só você me faz sentir o inexplicável atrito de céu e inferno sem que queira qualquer purificação. Sou a aldeã presa no clero. O rato fugido do gato. O tolo em terra de doce. Sou a criança que nunca degustou o sabor da verdade. O sorriso da dúvida, da pegadinha do "o que é, o que é". A amargurada e desajeitada que implora atenção. No meio de tantas luzes, o fosco é o que me ilumina. Não digo que sinto saudades, mas sinto o cheio que ocupou dentro do vociferante ser que se formou em mim.
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